Meu domingo de eleição
Já cumpri com o meu dever (ou direito?) cívico, e votei em meus candidatos a vereador e prefeito aqui na cidade de Porto Velho, Rondônia, onde moro há quase 3 anos. É a segunda eleição que passo aqui, a primeira para esses cargos.
A cidade está tranqüila. Suja, cheio de santinhos espalhados pelo chão, mas tudo em paz por onde passei. Votei pela manhã, antes das 11, e a minha Zona Eleitoral estava relativamente vazia, poucas filas em algumas seções. Na minha frente, só duas pessoas. O processo todo em si não levou mais do que 5 minutos. Uma maravilha.
Quando morava no Rio de Janeiro, também costumava votar com muita tranqüilidade. Era em uma igreja há poucos metros do prédio onde morava, no bairro do Grajaú, e nunca tive que enfrentar fila. Por falar em Rio, esse ano especialmente queria muito estar lá para poder tentar levar o Gabeira para o Segundo Turno. Parece que as últimas pesquisas indicam empate técnico entre ele e Marcelo Crivella. Estarei aqui na torcida para que ele deixe o Crivella para trás e siga rumo ao 2o. turno. Não que eu ache que Gabeira é perfeito, mas levando-se em consideração que Eduardo Paes é cria do que existe na administração pública no Rio há tantos anos, e que Marcelo Crivella é… bem, é Marcelo Crivella, a melhor alternativa sem dúvida, na minha opinião, é Fernando Gabeira, que em diversos momentos de sua vida pública já demonstrou ter opinião firme e íntegra. Vai ser emocionante a contagem dos votos.
Aqui em Porto Velho, infelizmente meu candidato não deve nem mesmo chegar ao Segundo Turno. Aliás, pelo que as últimas pesquisas indicam, nem mesmo deve haver 2o. Turno. O atual prefeito, Roberto Sobrinho, deve se reeleger direto. Mais quatro anos tendo que aturar o continuismo do que está aí. Se a maioria acha que está bom, essa é a beleza da democracia. Mas não preciso concordar com a maioria. A cidade de Porto Velho não parece nem mesmo uma capital. Precisa de melhorias urgentes e imediatas. Falta infra-estrutura, falta saneamento básico, falta asfaltamento, faltam áreas de lazer e cultura, falta urbanização, falta tanta coisa, tanta coisa, que eu me pergunto como alguém pode achar que está tudo tão bom que deva durar mais quatro anos. Mas tudo bem. Fiz minha parte e dei meu voto para quem eu achava que seria capaz de governar um pouco melhor (ou menos pior).
Tags: Brasil, eleição, porto velho, prefeito, Rio de Janeiro, Rondônia, votoLeia também:
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