Viagem aos Estados Unidos

Andre Sa on May 11th, 2008

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Sunset in Chicago No início de Abril deste ano fizemos, eu e minha esposa, uma viagem de 21 dias pelos Estados Unidos. Começamos o trajeto por Chicago, em Illinois, onde passamos sete dias. Pegamos então um vôo para Pittsburgh, na Pennsylvania, para nos encontrarmos com um casal americano amigo nosso. Com eles, percorremos de carro diversas cidades, passando por alguns Estados, tais como New York, Massachusetts, Maine, New Hampshire, Rhode Island e Connecticut. Uma verdadeira road trip. Não é necessário dizer o quanto essa viagem foi maravilhosa.

Pretendo comentar sobre algumas dessas cidades pelas quais passamos, aproveitando para compartilhar informações, dicas, indicações de passeios, enfim, dividir com vocês um pouco da minha experiência nessa última viagem que fiz. Todos os posts estarão na categoria “Viagem EUA“, para facilitar a leitura de quem tiver interesse por esse assunto específico. O primeiro post, que já estou preparando será sobre Chicago, a cidade pela qual me apaixonei.

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USA - I

Andre Sa on December 20th, 2006

Ontem mesmo estava conversando com um amigo nosso aqui em Porto Velho, que é descendente de japonês e dois dos três filhos moram atualmente no Japão, sobre como a diferença cultural de um país para o outro é gritante em certos casos. Citei um exemplo de uma coisa que me deixou de boca aberta na minha passagem pelos Estados Unidos.

Chegamos em Los Angeles numa quinta-feira à tarde e o hotel era na Hollywood Blvd, mas a oeste do “point” desta avenida, onde se encontram o Kodak e o Chinese Theathers. Munidos de um mapa meia-boca que conseguimos no hotel, fomos explorando a avenida à pé mesmo, e acabamos por descobrir, depois de andar por praticamente 1 hora, que a distância do hotel até o “point” era grande por demais. No dia seguinte, já sabendo deste detalhe, resolvemos fazer o percuso de metrô, já que a estação Hollywood/Western ficava a poucos metros de distância do hotel.

Descemos na estação e fomos direto à máquina de vendas automática do “metro pass”. Não havia ninguém na estação, nem vendendo os bilhetes, nem vigiando. Vigilância, pelo que eu pude perceber, é toda feita através de câmeras. Depois de alguns minutos para entender o funcionamento da máquina, decidimos comprar o “day pass”, onde você paga 3 dólares e o bilhete te dá o direito de você usar sem limite o metrô durante o dia inteiro.

Com os bilhetes na mão, fomos em direção às catracas eletrônicas. Já fui observando os outros para ver como fazia para passar o bilhete e mantê-lo comigo, afinal, ele era válido para o dia todo. Uma senhora que ia na nossa frente simplesmente passou pela catraca (que nem roleta tinha) e foi em direção à área de embarque. Chegando mais próximo, percebi que não havia lugar algum para passar o bilhete, nem mesmo um leitor de código de barras que fosse, então concluí que não existe a necessidade de passar o bilhete em lugar algum. Confirmei essa minha conclusão ao ler na parte de trás do bilhete que você precisa tê-lo consigo se eventualmente algum funcionário do metrô solicitar a checagem do bilhete, mas você não é obrigado a passá-lo em lugar algum. Durante os 4 dias que utilizei o metrô, comprei os “day passes” todos os dias, mas não nos foi solicitado mostrar o bilhete uma única vez sequer.

Fiquei imaginando comigo mesmo que, se essa moda pegasse no Rio ou em São Paulo por exemplo, acho que o metrô iria a falência em menos de um mês, já que o Brasil é o país dos espertos, todo mundo querendo tirar proveito de alguma situação. Iria ter muita gente andando de metrô de graça.

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Link interessante

Andre Sa on November 1st, 2006

Durante as minhas pesquisas internáuticas nesse período de “pré-viagem”, acabei esbarrando em um site bem interessante, que possui bastante informação sobre Nova York e realmente me ajudou a decidir algumas coisas com suas dicas de roteiro, que vão desde os pontos turísticos mais comuns, a passeios gastronômicos e dicas de lojas. Vale a pena para quem está pensando em ir a Nova York pela primeira vez:

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Contagem Regressiva

Andre Sa on October 26th, 2006

Eu sei que já é chavão, mas como o tempo voou. Parece ontem que decidimos viajar e começamos a preparação da viagem. E hoje faltam menos de 10 dias para estarmos aterrissando no aeroporto JFK, em Nova York. Ansiedade total, dá para imaginar.

Está quase tudo preparado para partirmos. Tirando as malas, que só vão ficar prontas no dia anterior, só resta comprarmos as passagens daqui para Manaus (de onde o vôo da Copa Airlines vai sair) e aguardarmos a chegada do nosso Visa Travel Money, um primo rico do Traveler’s Check.

Depois de muito pesquisar, concluímos que a forma mais econômica para chegar em Nova York a partir daqui de Porto Velho seria saindo do Brasil por Manaus, através de uma companhia aérea que eu nunca tinha ouvido falar antes chamada Copa Airlines. Confesso que no início fiquei receoso pela segurança do vôo e tudo mais, porém a diferença de preço entre uma opção pela TAM e pela Copa foi de suma importância para que meu receio escorresse pelo ralo do banheiro. Afinal, uma diferença de quase 100% do valor faz qualquer um perder o medo. Sairemos de Manaus em um sábado à tarde, faremos uma rápida conexão no Panamá e pousaremos em solo americano meia-noite e meia de domingo. Uma beleza, se não fosse o fato de termos que sair daqui de Porto Velho no vôo de 1:30 da madrugada e chegarmos em Manaus às 3:30. O que fazer durante as quase 12 horas de espera é o problema. Mas tudo bem.

Um problema que tivemos aqui em Porto Velho foi adquirir Traveler’s Checks. Impossível. A única agência do Banco do Brasil que trabalha com câmbio na cidade simplesmente “não está tendo” nenhum para vender. O jeito foi apelar para a boa e velha internet: em uma rápida pesquisa, descobri o VTM - Visa Travel Money - que é uma espécie de um cartão de débito onde você carrega com um valor determinado de dólares e pode usar nos Estados Unidos mediante o uso de uma senha numérica em qualquer estabelecimento que aceite a bandeira Visa, ou ainda sacar dinheiro em qualquer caixa eletrônico mediante uma taxa por saque. Existem algumas casas de câmbio que trabalham com o VTM, e a que eu escolhi tem o serviço de postagem do cartão, já que eu não moro na cidade onde eles possuem filiais. Muito interessante. Depois da viagem eu comento o que eu achei do serviço como um todo.

Enquanto o “Dia D” não chega, nos momentos de folga pesquiso o máximo possível a respeito dos lugares onde vou passar, para tentar definir um pré-roteiro básico do que ver ou onde ir. Mas, pelo que eu estou sentindo, o roteiro de verdade será feito ao vivo, no decorrer da viagem, conforme nossa própria vontade mandar. E essa, para mim, é a maior vantagem de uma viagem por conta própria do que por excursão. Verei se estou enganado em breve! :-)

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Viagem aos Estados Unidos - o Dólar

Andre Sa on September 22nd, 2006

Quer dizer que é só eu confirmar a minha viagem que a economia descamba, o risco-país sobe, a bolsa cai e o dólar aumenta? É muita perseguição, não é não?

Espero que esse dólar se acalme e não comece a disparar, se não eu estou ferrado.

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Viagem aos EUA - O Visto

Andre Sa on September 21st, 2006

Pois bem, vamos ao segundo capítudo da novela: de passaporte na mão, estava faltando o principal - o visto para poder entrar nos Estados Unidos. Aqui vai a primeira dica para quem está se aventurando na tentativa de tirar o visto: o site Visto Online, onde você conseguirá agendar a sua entrevista em uma das embaixadas americanas, seja no Rio de Janeiro, em São Paulo ou Brasília.

Para ter acesso às informações do site, ao formulário eletrônico que é necessário preencher, e ao agendamento da entrevista, é necessário pagar uma taxa de 38 reais. Se o pagamento for pela Internet, o acesso é liberado automaticamente. A partir de então, você terá a opção de preencher no próprio site o formulário chamado DS-156, que você irá imprimir depois, ou então poderá baixá-lo para preencher à mão. Existe ainda um outro formulário, o DS-157 que também precisa ser preenchido por todos os maiores de 16 anos que pretendem tirar um visto de não-imigrante.

Até o dia da entrevista, será necessário pagar uma taxa em reais equivalente a 100 dólares. Isso só pode ser feito através de uma das agências do Citibank no país. Não é necessário que a própria pessoa vá ao banco pagar a taxa, mas é preciso que leve o número do passaporte e o nome da pessoa proprietária do passaporte que está tirando o visto. A taxa paga fica vinculada a essas informações. Caso você faça sua entrevista em Brasília, existe uma agência do Citibank dentro da embaixada, onde você poderá fazer o pagamento antes da entrevista (só não esqueça de levar dinheiro para isso!).

Além dos formulários preenchidos e da taxa de 100 dólares paga, é necessário levar para a entrevista o próprio passaporte (claro), e documentos que comprovem algum tipo de vínculo com o Brasil, tais como Imposto de Renda, os três últimos contra-cheques, documento de automóvel, etc. Eu levei uma porção de documentos, mas só pediram os três últimos contra-cheques e o Imposto de Renda do ano passado.

Uma coisa é certa: está bem difícil conseguir o visto. Antes de eu ser chamado para a entrevista, muitas pessoas tiveram seu pedido negado. Pelo menos em Brasília, as entrevistas não são privativas. Todo mundo que está sentando aguardando ser chamado acaba ouvindo parte da conversa. E, pelo que eu pude notar, praticamente 80% das pessoas que foram atendidas antes de mim, saíram da embaixada com seu passaporte na mão, ou seja, sem o visto. A questão é bem simples: eles precisam acreditar que você tem intenção de ir para os Estados Unidos e voltar para o Brasil. Se eles desconfiarem, por algum motivo, que a intenção é apenas conseguir um modo de entrar nos Estados Unidos, mesmo que seja pequena a desconfiança, eles irão negar o visto. Esteja certo disso.
Em Brasília, os passaportes que ficam retidos para receberem o visto só podem ser retirados no dia seguinte, na parte da tarde. Quando a entrevista acontece na sexta, como foi o meu caso, o passaporte só é liberado na segunda à tarde. Quem não pode voltar para pegar, por não morar próximo, existe uma agência dos correios dentro da embaixada de Brasília que envia o passaporte de volta para você por sedex. Para isso, se o visto foi aprovado, basta se dirigir à agência depois da entrevista e deixar preenchido e pago o envelope de sedex. O meu passaporte chegou na segunda-feira mesmo, são e salvo, e com o visto bem reluzente “carimbado” em uma das páginas.

E assim terminou, com final feliz, mais essa etapa do longo processo que irá culminar com a minha viagem aos Estados Unidos em novembro. O próximo passo é definir o roteiro e começar a agendar hotéis, comprar passagens, programar passeios, etc. Pretendo ir relatando aqui todos esses passos e, claro, a própria viagem. Aguardem os próximos capítulos! :-)

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Viagem aos EUA - parte I

Andre Sa on September 19th, 2006

E então, depois de muito tempo confabulando e nos programando, decidimos que poderíamos viajar para os Estados Unidos, aproveitando um congresso internacional que acontecerá no mês de novembro, em Las Vegas.

A decisão final foi tomada em meados de agosto. A partir daí, começaram os planejamentos. Definição das datas e o esboço de um roteiro foram os primeiros passos.

Cadê o passaporte? Lá fui eu a cata do meu, que nessa mudança acabou ficando no Rio, mas minha mãe já tinha me enviado por correio, junto com outros documentos que eu havia esquecido por lá. Primeiro contra-tempo: meu passaporte já não era mais válido. Sem problemas, nesses tempos de internet, é fácil descobrir como renová-lo. Visitando o site da Polícia Federal, logo na página inicial existe um link para as informações que eu precisava. Ali, você encontra um formulário de requerimento de passaporte (modelo DPF-219) que pode ser preenchido online ou ser baixado e impresso. Cada estado possui um posto autorizado a emitir passaporte. No caso de Rondônia, existem postos em Guajará-Mirim, Vilhena e Porto Velho. Além do formulário preenchido, é necessário levar as seguintes documentações:

. Carteira de identidade;
. Título de Eleitor e comprovantes de que votou na última eleição (dos dois turnos, se houve). Na falta dos comprovantes, declaração da Justiça Eleitoral de que está quite com as obrigações eleitorais. Esta declaração pode ser tirada pela internet através deste link;
. Certificado de Reservista, para os requerentes do sexo masculino com idade entre 18 e 45 anos;
. 02 (duas) fotografias iguais do tamanho 5 x 7 cm, datadas (dia, mês e ano, sendo o ano com quatro dígitos) tiradas há no máximo seis meses, com fundo branco, de frente e que identifique plenamente o requerente. Observação: tire logo três, porque você irá precisar para quando for tirar o visto;
. Comprovante de pagamento da taxa em REAIS (R$ 89,71), por meio da guia GRU (Guia de Recolhimento da União), que deverá ser preenchida pela internet, sendo necessário o CPF do requerente ou responsável, código da receita e da unidade arrecadadora conforme tabela das receitas existente na própria guia;
. Apresentar o Passaporte anterior, quando houver (válido ou não). A não apresentação deste, por qualquer motivo, implica em pagamento da taxa em dobro;

Com isso em mãos, eu fui ao posto da Polícia Federal em Porto Velho e, no dia seguinte, já estava com meu passaporte válido em mãos.

A próxima etapa foi a mais complicada: conseguir o visto para entrar nos Estados Unidos. A complicação começa pelo fato de só existirem embaixadas americanas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. E eu, por morar em Rondônia, precisei ir à Brasília para tentar conseguir meu visto. Esse capítulo fica para o próximo post.

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