A segunda sexta-feira do ano – a primeira foi em Abril – suscita sempre as famosas superstições de que o dia traz mau agouro, etc. A minha sexta-feira 13 foi na quarta 11, quando bateram na traseira do meu carro quando estava prestes a estacionar. Eita diazinha ruim aquele. Por isso que eu não acredito nessas crendices de que o número treze dá azar e que a conjunção dele com a sexta-feira é presságio para coisas ruins. Onde já se viu sexta-feira ser presságio de coisa ruim, sendo véspera de fim de semana?
Aliás, mesmo não tendo nada a ver com nada, isso me faz lembrar que daqui a exatas duas semanas a partir de hoje será a vez da folhinha marcar sexta-feira 27, dia muito especial por sinal. O dia em que eu coloco o pé na casa dos 3.0. Como o tempo vôa. Já estou neste mundo a três décadas e o peso da idade começa a querer aparecer nos insistentes brotamentos de fios de cabelos brancos.
Vejo gente nascida em 87 que este ano já está completando 20 anos. E os nascidos em 97, que já estão na casa dos 10 anos? Isso me soa muito estranho, porque a impressão que eu tenho é que 1997 foi ontem. E a virada do século, que já é coisa do passado? O longínquo 77 vai ficando cada vez mais distante, soando cada vez mais velho. Levando-se em consideração que a expectativa de vida do brasileiro está em torno de uns 71 anos, na teoria, dentro de mais cinco anos, estarei na faixa dos 50% vividos, ou seja, na metade da minha vida. E aí às vezes bate aqueles indagamentos: o que eu já fiz de construtivo nesses últimos 30 anos? Será que estou vivendo minha vida plenamente?
Isso tudo fora os imensos avanços tecnológicos que ocorreram em pouquíssimo tempo. Celulares? Computadores acessando informações das mais diversas do outro lado do mundo? Laptops? Ipods? PDAs? Conversar com alguém do outro lado do mundo usando apenas um computador e um microfone e, o melhor, sem pagar nada por isso? Quando eu nasci não existia nada disso. Veja bem, não disse quando meu pai nasceu, ou quando meu avô nasceu… quando EU nasci. Fico imaginando se as tecnologias continuarão a se desenvolver tão rapidamente daqui para frente. Não custo a crer que quando meu filho tiver com seus dez anos, isso tudo que a gente enxerga como inovação será considerado até ultrapassado.
Acho que é esse boom de mudanças que nos remete à uma sensação de que o tempo está passando cada vez mais rápido. E se o tempo está passando cada vez mais rápido, isso significa que eu estou envelhecendo cada vez mais rápido. E a sensação é essa mesmo. Parece que levou uma eternidade o salto dos 10 para os 20 anos, mas dos 20 anos para os 30 que eu completo daqui a duas semanas, sinto-me furtado em alguns anos que passaram rápido demais.
Mas vai ver que tudo isso é coisa da minha cabeça e o que eu preciso mesmo é desencanar e aproveitar a casa dos 30 o máximo possível, porque quando menos se espera é a casa dos 40 que vai chegar.














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