USA - I
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Ontem mesmo estava conversando com um amigo nosso aqui em Porto Velho, que é descendente de japonês e dois dos três filhos moram atualmente no Japão, sobre como a diferença cultural de um país para o outro é gritante em certos casos. Citei um exemplo de uma coisa que me deixou de boca aberta na minha passagem pelos Estados Unidos.
Chegamos em Los Angeles numa quinta-feira à tarde e o hotel era na Hollywood Blvd, mas a oeste do “point” desta avenida, onde se encontram o Kodak e o Chinese Theathers. Munidos de um mapa meia-boca que conseguimos no hotel, fomos explorando a avenida à pé mesmo, e acabamos por descobrir, depois de andar por praticamente 1 hora, que a distância do hotel até o “point” era grande por demais. No dia seguinte, já sabendo deste detalhe, resolvemos fazer o percuso de metrô, já que a estação Hollywood/Western ficava a poucos metros de distância do hotel.
Descemos na estação e fomos direto à máquina de vendas automática do “metro pass”. Não havia ninguém na estação, nem vendendo os bilhetes, nem vigiando. Vigilância, pelo que eu pude perceber, é toda feita através de câmeras. Depois de alguns minutos para entender o funcionamento da máquina, decidimos comprar o “day pass”, onde você paga 3 dólares e o bilhete te dá o direito de você usar sem limite o metrô durante o dia inteiro.
Com os bilhetes na mão, fomos em direção às catracas eletrônicas. Já fui observando os outros para ver como fazia para passar o bilhete e mantê-lo comigo, afinal, ele era válido para o dia todo. Uma senhora que ia na nossa frente simplesmente passou pela catraca (que nem roleta tinha) e foi em direção à área de embarque. Chegando mais próximo, percebi que não havia lugar algum para passar o bilhete, nem mesmo um leitor de código de barras que fosse, então concluí que não existe a necessidade de passar o bilhete em lugar algum. Confirmei essa minha conclusão ao ler na parte de trás do bilhete que você precisa tê-lo consigo se eventualmente algum funcionário do metrô solicitar a checagem do bilhete, mas você não é obrigado a passá-lo em lugar algum. Durante os 4 dias que utilizei o metrô, comprei os “day passes” todos os dias, mas não nos foi solicitado mostrar o bilhete uma única vez sequer.
Fiquei imaginando comigo mesmo que, se essa moda pegasse no Rio ou em São Paulo por exemplo, acho que o metrô iria a falência em menos de um mês, já que o Brasil é o país dos espertos, todo mundo querendo tirar proveito de alguma situação. Iria ter muita gente andando de metrô de graça.
Tags: Estados Unidos, viagem



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