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Aos 84 anos, B.B. King é o showman do blues

B.B. King joga palhetas enquanto se dirige para sua cadeira

B.B. King joga palhetas (foto: André Sá)

Terça-feira, 16 de março de 2010. O dia começou chuvoso e a ansiedade superando todos os níveis imagináveis. Depois de ter perdido no final de 2006 aquela que seria a sua turnê de despedida, após 6 anos de espera  e de acreditar nunca mais ser possível assistir ao vivo a um show do Rei do Blues, eis que o tão esperado dia chega.

Quem me conhece um pouco sabe que sou fã incondicional de B.B. King, que “The Thrill Is Gone” foi o primeiro blues que escutei na minha vida quando moleque e que foi paixão arrebatadora à primeira vista. De 1994 para cá, a única apresentação no país do guitarrista que perdi foi a de 2006. Sabia que esse show de terça-feira seria imperdível, e não me decepcionei.

Lendo esse post que escrevi em janeiro, parece que eu tive premonições exatas sobre partes do show:

(…) duas ou três músicas instrumentais que abrem o show, ainda sem a presença de B.B. King no palco. A banda toca algumas jams, cada músico fazendo um solo com seus respectivos instrumentos. Tudo bem animado, para começar os trabalhos e deixar o público mais ansioso ainda pela entrada triunfal do Rei. Devido à idade avançada, B.B. King entra em passos claudicantes, amparado por um de seus músicos, acena para a plateia, e senta-se em uma confortável cadeira no centro do palco, de onde fará o show inteiro. Explica, logo no início, que devido a problemas na coluna, ele terá que ficar sentado, e pede desculpas por isso. B.B. King conversa muito durante o show, faz piadas, rebola sentado em sua cadeira, deixa seus músicos fazerem solos em praticamente todas as músicas, mas quando solta seu vozeirão ou quando tira de sua guitarra Lucille notas inconfundíveis e emocionantes, você sabe que está na presença de uma lenda viva e que isso vale cada centavo do caro ingresso que você pagou.

B.B. King conversa com a plateia durante show (foto: André Sá)

B.B. King conversa com a plateia (foto: André Sá)

Não tem muito o que acrescentar. Quem gosta de blues e esteve presente no Vivo Rio na última terça-feira sabe que assistiu a um show histórico. A última lenda ainda viva do blues se apresentando provavelmente pela última vez no país.

Com apenas quinze minutos de atraso, os excelente músicos da banda de B.B. King sobem ao palco e tocam duas músicas instrumentais – “Manhattan Blues” e “Two I Shoot Blues” -, enquanto aquecem e fazem os últimos ajustes de som. B.B. King então entra a passos lentos, jogando algumas palhetas para os felizardos da primeira fileira e agradecendo à plateia que o ovacionava de pé. Senta-se na imponente cadeira no centro do palco e, com suas famosas caras e bocas, deixa escorrer algumas poucas, mas potentes notas da sua inseparável guitarra Lucille.

Antes de começar a primeira música, “I Need You So”, B.B. King esbanja simpatia e fala sem parar, algo que seria recorrente durante as quase duas horas em que esteve presente no palco. Apesar de não tocar tanto quanto antigamente,  B.B. King não aparenta ter 84 anos. Seu vozeirão encorpado quando canta parece encontrar forças no fundo da alma. O timbre das notas que tira quando toca sua Lucille é emocionante, não tem como não se arrepiar ao escutar.

Não conseguiria afirmar qual parte do show foi melhor, porque tudo foi fantástico. Mas um dos momentos mais emocionantes para mim foi quando o Rei, numa versão incrível de “Key To The Highway“, enfatiza os seguintes versos:

Oh give me one, one more kiss, mama
Just before I go,
’cause when I leave this time, you know I,
I won’t be back no more, no more.

B.B. King se despede do público carioca (foto: André Sá)

O Rei se despede do público carioca (foto: André Sá)

Dá para imaginar que esses versos soaram profundamente verdadeiros, pois mesmo B.B. King afirmando que se sua saúde permitir, ele planeja voltar dentro de alguns anos, a probabilidade disso acontecer é muito remota.

B.B. King percorreu por diversos clássicos da sua carreira, passando por “Rock Me Baby”, “Darling You Know I Love You”, “When Love Comes To Town”, “Guess Who” e, claro, aquela que nunca pode faltar em suas apresentações, “The Thrills Is Gone“. Veja o set list completo aqui.

Enquanto seus músicos solavam, o bom velhinho rebolava em sua cadeira. Ele também beijava o microfone nas músicas mais românticas. Elogiou as mulheres, dizendo que nunca viu nenhuma mulher feia. Criticou a música Rap da atualidade, dizendo que as letras denigrem a imagem da mulher. Entre uma música e outra, conversava animadamente com a plateia, que o ensinou a contar até quatro em português. B.B. King parecia se divertir, e muito. E o público parecia enebriado pela presença marcante da lenda viva do blues.

Todos ali sabiam que estavam presenciando um show histórico e inesquecível. Pena que não era interminável e, assim, com pouco menos de duas horas, o Rei termina de forma empolgante com “When The Saints Go Marchin’ In”, levanta-se da cadeira, coloca um sobretudo e um chapéu panamá, distribui mais algumas bugingangas para o publico e, agradecido, afasta-se em direção ao fundo do palco. Parece sair com a sensação de dever cumprido.

Vida longa a B.B. King e sua simpatia e generosidade contagiantes. Que a saúde do Rei permita-lhe continuar na estrada por um bom tempo ainda. Seus súditos agradecem.

Woke Up This Morning (My Baby’s Gone) – Vivo Rio – 16/03/10

The Thrill Is Gone – Vivo Rio – 16/03/10

Setlist do show do B.B. King no Vivo Rio

B.B. King no Vivo Rio - Foto de André Sá

B.B. King tocando no Vivo Rio (Foto: André Sá)

Ainda estou escrevendo um post sobre o show, que devo terminar mais tarde, mas como está ficando um pouco longo, quero deixar registrado aqui o setlist completo do show do B.B. King, realizado na terça-feira passada, dia 16, no Vivo Rio:

01. Manhattan Blues (instrumental)
02. Two I Shot (instrumental)
03. I Need You So
04. Let the Good Times Roll
05. Darling You Know I Love You
06. Woke Up This Morning (My Baby’s Gone)
07. All Over Again
08. Key To The Highway
09. When Love Comes to Town
10. See That My Grave is Kept Clean
11. You Are My Sunshine
12. Dirty Old Man
13. Guess Who
14. Rock Me Baby
15. The Thrill Is Gone
16. When The Saints Go Marchin’ In

B.B. King: The Thrill Is Gone no Rio de Janeiro

Não poderia deixar passar em branco o show do B.B. King da chuvosa noite de ontem, no Vivo Rio, que marcou o início da sua turnê “One More Time” pelo Brasil.

Foi histórico. Foi inesquecível.

Só vou conseguir escrever um post mais longo com as minhas impressões sobre o show mais para o fim da semana, mas já deixo um gostinho aqui para quem não pôde ir, ou para quem ainda vai curtir os shows em São Paulo ou Brasília.

No vídeo abaixo, o Rei do Blues já se despedindo do público carioca, manda ver “The Thrill Is Gone” para uma plateia extasiada.

B.B. King: Você não está morto até morrer

B.B. King já está no Rio de Janeiro para iniciar sua turnê pelo país. Abaixo, matéria do Globo Online sobre a entrevista coletiva que o Rei do Blues concedeu à jornalistas no Hotel Intercontinental, onde está hospedado:

Aos 84 anos, B.B. King inicia turnê no Brasil e diz que não ‘está morto até morrer’
Leonardo Lichote

Em entrevista coletiva no Hotel Intercontineal, B.B. King admitiu o cansaço que uma turnê causa a alguém com seus 84 anos. Mas isso não impediu que ele galanteasse as repórteres e mantivesse o bom humor. Ao ser perguntado, por exemplo, sobre o repertório do show que fará esta terça-feira no Vivo Rio – o primeiro dos cinco que faz no Brasil pela turnê “One more time” – brincou:

- Você diz para suas amigas a roupa que vai usar amanhã? – e completou: – Posso dizer apenas que farei o meu melhor. Gosto do meu trabalho, gosto muito. Toquei em 90 países, tive a oportunidade de aprender sobre outras culturas, conhecer diferentes pessoas…

“Fazer seu melhor” significa destilar o blues, gênero que ele personifica.

- Blues é como música clássica, como Beethoven. Se está diferente? Sim, porque o mundo está diferente. Quando eu era jovem dançava-se boogie woogie. Hoje as pessoas dançam homens de um lado, mulheres do outro, se sacudindo. Não chamo isso de dança. Gosto de abraçar minha garota.

Na entrevista, King se confessou triste por sua música não tocar no rádio. Mas ressaltou que, apesar disso, sabe que é amado. E lembrou o show que fez no Brasil em 1996, no Parque do Ibirapuera, para 110 mil pessoas.

- Eles me trataram como um santo. Eu adorei.

B.B. King chegou na manhã desta segunda-feira ao Brasil e disse que, na sua idade, prefere descansar no quarto (“e comer”, disse) a passear pela Cidade Maravilhosa:

- Aproveito o ar fresco que entra na minha janela.

Aos 84 anos, perguntado se falta algo na vida ainda, ele disse:

- Quero ser melhor, muito melhor. Você não está morto até morrer.

Vencedor de 15 Grammys, um deles no ano passado por “One kind favor”, o guitarrista ainda não sabe como será seu próximo álbum.

- Quero gravar, mas não estou gravando nada. Tenho pensado em algumas coisas, mas ainda não achei algo que me servisse.

No Brasil, o show passará ainda por São Paulo – Bourbon Street (18/3) e Via Funchal (19 e 20) – e Brasília – Centro de Convenções Ulisses Guimarães (22).

Fonte: Globo Online

Etta James é hospitalizada devido infecção

Etta JamesA cantora de blues Etta James, de 72 anos, foi internada semana passada para o tratamento de uma grave infecção bacteriana. Donto James, filho de Etta James, informou à rede de TV americana CNN que a causa da sua internação foi o MRSA, que é um tipo de Staphylococus resistente ao tratamento convencional através de antibióticos. Porém, no momento, o que mais o preocupa é a forma como sua mãe está lidando com a doença de Alzheimer, diagnosticada há um ano.

“A vida tem sido muito difícil para Etta. Ela está muito confusa.”, disse Donto James. A cantora está frustrada por ter tido que cancelar diversos shows importantes por causa do Alzheimer.

Em um show, há um ano, Etta James destilou diversos comentários controversos a respeito de Beyoncé, quando afirmou que a cantora pop deveria ser “chicoteada” por cantar a música “At Last” no baile de posse do Presidente Obama. “Eu não suporto a Beyoncé.”, teria dito ela para a plateia. Beyoncé teve um papel de destaque no filme “Cadillac Records“, que conta a história da Chess Records, onde interpretou a própria Etta James e onde canta, magistralmente, a música “At Last“.

Donto James, que além de filho é músico da banda da cantora, afirmou que sua doença foi a grande responsável por esses comentários e que ela estava chateada porque era ela quem iria cantar na festa de Obama, mas que não pôde aceitar por não estar bem. Além disso, ela estaria abalada mentalmente devido ao vício em analgésicos que estava tomando por causa de um problema de coluna.

Donto James está preocupado com o estado de saúde de Etta James. “Eu vou acabar perdendo minha mãe se isso continuar desse jeito”, disse ele. E completou dizendo que o que mais gostaria de ver é sua mãe de volta aos palcos.

O empresário de Etta James disse nesta segunda que o estado de saúde da cantora é estável e que não sabe quando ela terá alta do hospital Riverside Community.

Beyoncé cantando At Last no papel de Etta James

Etta James cantando At Last

Fonte: CNN

Setlist do show do B.B. King

B.B. King e sua guitarra Lucille

B.B. King e sua guitarra Lucille

Verificando as estatísticas de acesso a este blog, reparei que algumas pessoas chegaram até aqui buscando pelo setlist do show do B.B. King.

É difícil indicar uma lista de músicas que o Rei do Blues tocará nos shows que fará em março no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Já fui a diversas apresentações de B.B. King e sei que os clássicos nunca escapam, tais como The Thrill Is Gone, Let The Good Times Roll, Everyday I Have The Blues e Rock Me Baby. De uns anos para cá ele tem acrescentado outras músicas ao repertório, como You Are My Sunshine, Bluesman, Key To The HighwayI Need You So. Meu palpite é que ele também inclua uma ou outra música de seu último álbum, lançado em 2008, One Kind Favor, talvez a meio mórbida See That My Grave is Kept Clean, cuja letra diz que o último favor que ele pede é que mantenha seu túmulo limpo.

Além desses palpites, dá para afirmar que o que nunca muda são as duas ou três músicas instrumentais que abrem o show, ainda sem a presença de B.B. King no palco. A banda toca algumas jams, cada músico fazendo um solo com seus respectivos instrumentos. Tudo bem animado, para começar os trabalhos e deixar o público mais ansioso ainda pela entrada triunfal do Rei.

Devido à idade avançada, B.B. King entra em passos claudicantes, amparado por um de seus músicos, acena para a plateia, e senta-se em uma confortável cadeira no centro do palco, de onde fará o show inteiro. Explica, logo no início, que devido a problemas na coluna, ele terá que ficar sentado, e pede desculpas por isso. B.B. King conversa muito durante o show, faz piadas, rebola sentado em sua cadeira, deixa seus músicos fazerem solos em praticamente todas as músicas, mas quando solta seu vozeirão ou quando tira de sua guitarra Lucille notas inconfundíveis e emocionantes, você sabe que está na presença de uma lenda viva e que isso vale cada centavo do caro ingresso que você pagou.

Naquele que seria o último show do B.B. King no Brasil, em 2006, eu não estava no Rio de Janeiro e não pude ir. Pensei que nunca mais teria outra oportunidade de estar na presença desse guitarrista que, como eu descrevo nesse post que fiz no dia de seu aniversário, foi o responsável por hoje eu ser um apaixonado pelo blues. Mas ele mudou de ideia, programou uma nova turnê pela América do Sul, incluindo os três shows no Brasil, e eu já fiz minha parte: garanti meu ingresso e estarei lá, no dia 16 de março, naquele que será um show histórico, pois provavelmente B.B. King nunca mais tenha chance de voltar ao país. Ou não.

Abaixo, dois vídeos de shows relativamente recentes de B.B. King:

Blues Man – B.B. King ao Vivo

Blues Boy Tune – B.B. King ao Vivo


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B.B. King no Brasil

Rio de Janeiro
16 de março, às 21h30
Vivo Rio (Rua Dom Infante Henrique, 85, Parque do Flamengo)
Ingressos: R$ 500 (Vip Premium), R$ 450 (VIP), R$ 120 (Setor 3), R$ 280 (Setor 2), R$ 360 (Setor 1), R$ 240 (Frisas), R$ 300 (Camarote B), R$ 450 (Camarote A)
Site do Vivo Rio

São Paulo
19 e 20 de março, às 21:30h

Via Funchal (Rua Funchal, 65, Vila Olímpia)
Ingressos: De R$ 110,00 (1/2 entrada Platéia 2) a R$ 600,00 (Setor Vip)
Site do Via Funchal

Brasília
22 de março
Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
Informações: 61-3429-7600

Faça o seu blues

Blues Maker Website

Crie seu blues

Com uma proposta simples e divertida, o site Blues Maker permite que você crie o seu próprio blues. Para isso, basta selecionar trechos de letras e alguns efeitos de gaita. Em menos de cinco minutos, você terá criado a sua versão de um blues.

O Blues Maker se aproveita de chavões do blues para que a música seja criada, como por exemplo algumas frases características desse gênero musical. Aqui um trecho da letra do blues que eu criei:

I lost my little girl
I lost my mojo too
I lost my sweet little angel
Dear Lord, what did I do?

Quem nunca ouviu uma dessas frases em diversas músicas por aí?

Uma diversão bobinha para quem está com tempo sobrando. :)

B.B. King se apresenta no Brasil em março

B.B. King se apresentará no Brasil em Março

A previsão que havia sido feita em setembro estava certa. O Rei do Blues, B.B. King, confirmou em seu site uma turnê pela América do Sul que, além do Brasil, inclui shows no Chile e na Argentina.

A princípio, estão agendados 3 shows no Brasil. B.B. King iniciará a

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Blues no Réveillon da Região dos Lagos

Praia do Cordeirinho – Maricá

Para quem quer começar 2010 curtindo o bom e velho blues, fica a dica.

Maricá, cidade da Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, terá um palco destinado ao blues neste reveillon. O palco será montado na rua 90 – Cordeirinho, que fica a 7 Km do Centro de Ponta

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Johnny Winter faz turnê no Brasil em 2010

O Bluesman Johnny Winter

O bluesman Johnny Winter possui na sua agenda, a princípio, um total de 6 shows no país, todos em Maio de 2010.

Segundo consta em seu site oficial,  na área de turnês – que leva para o site Pollstar – o guitarrista texano passará mais de uma semana no Brasil, e começará sua turnê

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Este é um blog pessoal escrito por André Sá, (28, 29, 30, 31) 32 anos, carioca branco azedo de praia, fã de blues, fotografia, cinema e literatura em geral.

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